Centenas de anos antes de Cristo, povos tais como os antigos gregos já
teorizavam sobre a natureza dos meteoros ou "estrelas cadentes", e
quem mais se aproximou da verdade foi o filósofo grego Diógenes de Apolônia,
que dizia que os meteoros eram pedras que vinham do céu em direção à terra e
caíam nos oceanos onde jamais eram localizados. O conhecimento sobre a natureza
dos meteoros, no entanto, continuava um mistério. As "estrelas
cadentes" eram tratadas como fenômenos atmosféricos, alguns explicavam que
eram granizos formados pela
solidificação das nuvens, outros diziam que eram rochas dos vulcões, pois já
haviam encontrado muitas amostras de supostas pedras que eram meteoros. Ninguém
jamais imaginaria que essas rochas eram vindas do espaço. E até o início do
século 19, muitos cientistas aceitavam a hipótese de Isaac Newton de que não
haveria rochas espaciais, ou seja, o espaço era limpo.
Porém em 1772 Peter Pallas fez uma viagem exploratória na Siberia onde
se deparou com uma rocha de metal com cristais incrustados, que havia caído do
céu segundo os habitantes. Começou então a apoiar a teoria de que rochas desse
tipo eram provenientes do céu e incentivou o físico alemão Ernst Florens Friedrich
Chladni a defender essa teoria também, publicando um livro-texto.
Mas mesmo tentando explicar a sua teoria de todas as formas possíveis, a
comunidade científica não levou a sério e diz que precisava ter uma prova
"melhor" para comprovar aquilo que tava defendendo.
Em 13 de dezembro de 1975 em Wold Cottage uma bola de fogo caiu, que foi
analisada pelo químico inglês Edward Howard que descobriu haver grãos de ferro
enriquecido com níquel na matriz da rocha, liga metálica que era semelhante ao
meteorito de Pallas.
Então, Edward Howard publicou seus resultados e comprovou que a tese de
Chladini era verdadeira, de que as pedras analisadas anteriormente foram comprovadas como vindas do céu graças
ao ocorrido em Wold Cottage. Isso foi um marco para o início da nova ciência
emergente, a Meteorítica

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